Follow:
Filmes & Séries & Animes

Eu vi: Leão da Estrela (2015) – Apoiem o que é vosso!

eu-vi-leao-da-estrela-2015-apoiem-o-que-e-vosso-cenasdumaraparigacomplicada

Olá amiguinhos!

Antes começar, tenho só de dizer que já estamos em 2016 e este é o primeiro post do ano aqui no Cenas Duma Rapariga Complicada. Espero que tenham um fantástico ano com muitas conquistas e felicidades <3 Aproveito também para dizer que a vencedora do sorteio do pack Avon foi a Andreia Sousa, com quem já entrei em contacto e também já obtive resposta ^^

Agora sim, comecemos! Pois é, no outro dia vi, no cinema e tudo, o filme “O Leão da Estrela”, um remake da comédia portuguesa de 1947. Pelo que li do filme original está claro que alguns pontos da história foram alterados na nova versão.

Achei o filme muito engraçado! Não, vocês não estão a perceber. Achei engraçado ao ponto de não se estar ninguém a rir daquela cena do filme e estar eu ainda a rir-me sozinha da cena anterior. Tendo em consideração que eu não sou uma pessoa que se ri alto com nenhum filme, nem vídeo, nem nada, podem imaginar o quanto divertido aquilo foi, certo?

Achei o argumento bem diferente e original, até podemos dizer que tinha falhas, mas toda a ideia principal era tão cómica que não tinha como ser de outra forma. A representação estava excelente, a única que não gostei tanto foi a da Dânia Neto. Eu sei que a personagem dela era muito espalhafatosa, mas acho que ela teria conseguido passar bem essa imagem ser ter atingido o extremo. Mas que fique ressaltado que eu adoro a Dânia Neto e acho que ela é uma atriz fantástica e muito talentosa.

Já sei que terei de ver também “O Pátio das Cantigas”, que saiu anteriormente, também em 2015, e ainda verei “A Canção de Lisboa”, que estreia este ano. Juntos formam uma trilogia de homenagem às comédias portuguesas dos anos 30 e 40.

TRAILER

SINOPSE

Para além da família, que sempre foi a sua prioridade, Anastácio é fanático por futebol. A sua equipa de eleição são os Leões de Alcochete, um clube de bairro que pode regressar à velha glória se conseguir uma vitória em Barrancos do Inferno, nos confins do Alentejo. Este é um jogo que Anastácio não pode, de modo algum, perder. Porém, a viagem para assistir à partida vai ser uma soma de contratempos inesperados que quase o levará à loucura…

Elenco: Miguel Guilherme, Sara Matos, Dânia Neto, Manuela Couto, André Nunes, Aldo Lima
Realizador: Leonel Viera
Género: Comédia
Duração: 110 min.

Agora venham cá… Vamos falar de um assunto sério!

Praticamente por qualquer tema, por qualquer assunto, o nosso país nunca é bom o suficiente, não é mesmo? Porque os nossos programas não são tão bons como os americanos (se bem que grande parte é mesmo a verão nacional do programa americano, mas é dos originais que estou a falar), porque as nossas músicas não são tão boas como as americanas, porque os nossos filmes não são tão bons como os de Hollywood, nem os nossos escritores, cantores, atletas, bloggers, artistas, nada. Nada é tão bom como as coisas de outro país.

As pessoas querem que o seu país seja igualmente bom em tudo relativamente aos outros, mas quando têm oportunidade de ajudar a sua cultura a crescer, os seus artistas, os seus atletas, ou seus tudo, em vez de ajudarem, só mandam abaixo.

Nós não somos assim tão maus. Aliás, sabiam que temos o melhor jogador do mundo, o Cristiano Ronaldo? Claro que sim, estamos a falar de futebol, desculpem, deixem-me descer um pouco mais. Sabiam que os campeões europeus de Judo e de Triplo Salto são ambos portugueses, a Telma Monteiro e o Nélson Évora, respetivamente? Esperem, melhor ainda! Sabiam que o atleta mais medalhado do mundo é português? Pois é, o seu nome é Lenine Cunha, é um atleta paralímpico e recorreu às redes sociais (pedindo também divulgação a alguns sites como o Tá Bonito) para angariar fundos de forma a continuar a bem representar Portugal em competições.

Nós não somos assim tão maus e visto que distribuir simpatia é tão gratuito como distribuir desdém, porque é que não apoiam mais as causas nacionais?

Os primeiros a dizer que o cinema português devia ser melhor, são os primeiros a não dar abertura a que esse mercado cresça e melhore. São os primeiros a espalhar uma má palavra dos filmes sem sequer os terem visto. Claro que nada contra quem viu e não gostou, cada um tem os seus gostos e eu também já vi um filme português anteriormente que não gostei minimamente. Mas não é por ser português que é mau. Ou nunca viram um filme de Hollywood que fosse mau, um único que fosse?

E o mesmo vai para a música e para os escritores. Temos tão bons escritores portugueses e os únicos que conhecemos, se tanto, são aqueles cujos livros somos obrigados a ler nas aulas da escola. E tudo bem, quem não gosta de ler livros não lê, quem prefere livros do Nicholas Sparks (que são muito bons, simplesmente foi o primeiro nome que me lembrei!) lê, sem problema. Porém, não digam às pessoas “esse livro é português? Não deve valer nada!” se vocês não sabem. Defendam o que é vosso, defendam a cultura do vosso país e ajudem a melhorá-la com críticas. Sim, com críticas, mas críticas construtivas e não críticas mesquinhas oriundas do vosso preconceito.

Se acham que somos maus, havemos de melhorar. Nem Roma se fez num dia e não foi por isso que a pararam de construir ou a deitaram abaixo.

Espero que tenham gostado, tinha mesmo que fazer este desabafo. E vocês? Já viram este filme ou “O Pátio das Cantigas”? O que acharam? Contem-me tudo nos comentários \o/

Até à próxima ♥

Para estarem sempre a par das novidades, podem seguir-me pelo Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat (catarinagomes77) ou mesmo Google+

Comentários
Previous Post Next Post

♥ Vejam também ♥

4 Comments

  • Reply Margarida

    Adorei o Blog :) e já ando à muito tempo para ir ter o filme, nao quero perder!

    Beijinhooos *

    http://magsbeauty.blogspot.pt/

    6 Janeiro, 2016 at 1:04
    • Catarina
      Reply Catarina

      Vai, é muito bom mesmo, eu adorei! *-*
      E obrigada, beijinhos ^^

      6 Janeiro, 2016 at 1:18
  • Reply Apolo Gabriel

    Nossa, que legal esse post. Sou do Brasil e provavelmente esse filme não chegará aos nossos cinemas, mas fiquei curioso para assistir. Super importante você falar a respeito do incentivo da população quanto a sua arte. Acredito que em Portugal as coisas sejam igual no Brasil, as pessoas preferem valorizar o de fora, ano passado ouvimos falar muito do cinema brasileiro no mundo inteiro, graças ao filme “Que horas ela volta”. Espero que as pessoas aprendam a valorizar os seus artistas e a sua cultura

    3 Janeiro, 2016 at 23:37
    • Catarina
      Reply Catarina

      Ohh, muito obrigada ^^ Pois é, aqui é igual. Mas olhe que, pelo que vejo nos grupos, acho que em Portugal ainda consegue ser pior que no Brasil, sabe? Porém nos grupos só vejo os gostos de blogueiros, ilustradores e escritores, então é bem provável que o cenário seja pior que o que eu estou imaginando.
      Confesso que desse filme nunca ouvi falar, mas conheço alguns – quase nenhuns, infelizmente – filmes brasileiros. É isso mesmo que eu desejo, que as pessoas valorizem a própria cultura, ou pelo menos que não sejam os autores da sua limitação.

      4 Janeiro, 2016 at 1:12

    Leave a Reply